2013-09-21

Pedir ou não pedir desculpa!?



TYLER G. OKIMOTO, MICHAEL WENZEL AND KYLI HEDRICK
UQ Business School, The University of Queensland, Brisbane, Australia; School of Psychology, Flinders University,
Adelaide, Australia; School of Social Sciences and Psychology, Victoria University, Melbourne, Australia 

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Pedir desculpa e aceitar essa mesma desculpa tem na sua essência ceder e aceder ao controlo de uma determinada situação. Existe porém algo que é necessário considerar: a incerteza se determinada situação pode ou não voltar a acontecer.

De entre as situações das quais é necessário apresentar desculpa deve-se ter em conta dois aspectos: A situação deve-se à nossa personalidade e compete-nos garantir de que a mesma não volta a suceder; por outro lado temos o aspecto de a situação ser completamente aleatória e ser desencadeada por condições externas à nossa personalidade.

Em ambas a situações o pedido de desculpas pode ser sincero ou apenas formal. Tornando-se, na primeira situação, perigoso se o pedido de desculpas for apenas formal, pois isso pode significar a falta de intenção em realmente solucionar o problema ou alterar esse aspecto da personalidade que provoca a situação. A falta de pedido de desculpas na primeira situação pode advir do facto de o interveniente que deve pedir desculpa se aperceber que o pedir desculpa apenas é uma formalidade e que não consegue, nesse momento, reconciliar-se com o facto de não ter as ferramentas que lhe permitam alterar o comportamento que leva à situação. Este dilema faz com que o facto de pedir desculpa lhe pareça demasiado superficial e sem qualquer significado.

É aqui que entra o artigo que escrevi à algum tempo intitulado Sequência, Ruptura, Recompensa e Controlo que não discorre sobre a o pedido de desculpa em si mas que se centra no controlo que essa situação pode gerar.